InícioEconomiaNovo Desenrola Brasil: entenda como o programa pode ajudar trabalhadores endividados

Novo Desenrola Brasil: entenda como o programa pode ajudar trabalhadores endividados

O endividamento tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na vida das famílias brasileiras. Para muitos trabalhadores, o crédito deixou de ser usado apenas para compras planejadas e passou a ser uma forma de complementar a renda e conseguir fechar o orçamento do mês.

De acordo com a Síntese Especial nº 23 do DIEESE, publicada em 15 de maio de 2026, 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas em março de 2026, o maior nível da série histórica. O levantamento também aponta que 84,9% das famílias endividadas recorrem ao cartão de crédito, uma das modalidades mais caras do mercado.

Esse cenário mostra que o problema não está apenas na existência da dívida, mas nas condições em que ela é contraída. Juros altos, salário apertado, aumento do custo de vida e uso constante do crédito para despesas do dia a dia fazem com que muitas famílias entrem em um ciclo difícil de sair.

Nesse contexto, o Novo Desenrola Brasil foi criado com o objetivo de promover a renegociação de dívidas em atraso e ajudar na recomposição da capacidade financeira das famílias.

Quem pode participar do Desenrola Famílias?

Segundo as informações apresentadas pelo DIEESE, o Desenrola Famílias é voltado para pessoas físicas que tenham renda mensal de até 5 salários mínimos e dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026.

As dívidas precisam estar em atraso entre 90 dias e 2 anos e devem estar relacionadas a modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem consignação em folha.

A renegociação deve ser feita diretamente pelos canais oficiais das instituições financeiras, como agências, aplicativos, internet banking ou postos de atendimento.

Quais são as condições previstas?

O programa prevê descontos que podem variar de 30% a 90%, dependendo do tipo de dívida e do tempo de atraso. Também há previsão de juros máximos de 1,99% ao mês na nova operação, prazo de pagamento de até 48 meses e parcela mínima de R$ 50.

Além disso, o valor máximo do novo crédito pode chegar a R$ 15 mil por beneficiário e por instituição financeira, após a aplicação dos descontos previstos.

Outro ponto importante é a possibilidade de uso do FGTS para amortizar ou quitar parte da dívida renegociada. O trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo da conta ou R$ 1 mil, o que for maior, após a renegociação. Em alguns casos, o uso das contas inativas terá prioridade.

Atenção antes de renegociar

Apesar de representar uma possibilidade de alívio para quem está endividado, é importante que o trabalhador analise as condições antes de fechar qualquer acordo. Nem toda solução deve significar assumir uma nova dívida sem planejamento.

Antes de renegociar, é fundamental verificar o valor final da dívida, o tamanho da parcela, o prazo de pagamento, os juros aplicados e o impacto dessa nova obrigação no orçamento mensal.

O STIMEIC reforça a importância da informação e da orientação para que o trabalhador tome uma decisão mais consciente, evitando comprometer ainda mais sua renda.

Em caso de dúvida, procure orientação e utilize sempre os canais oficiais das instituições financeiras.

Fonte: DIEESE, Síntese Especial nº 23, “O aumento do endividamento das famílias no Brasil e o novo Desenrola”, publicada em 15/05/2026.

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