Nesta segunda-feira, 15 de junho, diretoras do STIMEIC visitaram a Sala Borboleta, espaço criado pela Secretaria de Assistência Social de Extrema para o acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica, vulnerabilidade social ou que necessitem de escuta, orientação e atendimento humanizado.
A Sala Borboleta leva o nome de Daniela Pinheiro da Silva, jovem metalúrgica vítima de feminicídio em Extrema, no ano de 2018. A homenagem mantém viva a memória de Daniela e reforça a importância de transformar sua história em luta, prevenção e proteção para outras mulheres.
O espaço faz parte da Coordenadoria da Mulher e conta com uma equipe técnica preparada para receber, orientar e encaminhar as mulheres com sigilo, segurança e respeito. A equipe é composta por Telma Maciel, coordenadora; Patrícia Simões, psicóloga; Nathalie Nascimento, assistente social; e Gleicimara R. Manzieri, advogada.
Mais do que atender casos de violência doméstica, a Sala Borboleta também acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade social, preconceito, insegurança ou qualquer dificuldade que exija apoio e orientação.
Durante a visita, a presidenta do STIMEIC, Alexandra, destacou a importância do espaço e o significado da homenagem à Daniela.
“Para nós, essa visita tem um significado muito profundo. A Sala Borboleta leva o nome da Daniela, uma jovem metalúrgica que teve sua vida interrompida pela violência doméstica. Isso mostra que essa realidade também atravessa a vida das trabalhadoras, das mulheres que estão dentro das fábricas e nos locais de trabalho. Ter um espaço de acolhimento, escuta e orientação é fundamental para que mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade saibam que não estão sozinhas. Essa luta não pode ser apenas das mulheres, precisa ser uma luta de toda a sociedade. A violência contra a mulher cresce a cada dia, e nós, enquanto sindicato, temos o compromisso de enfrentar esse problema e levar esse debate também para dentro dos espaços de trabalho”, afirmou Alexandra.
A visita também marcou o fortalecimento do diálogo entre o STIMEIC e a Sala Borboleta, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a violência contra a mulher e aproximar essa rede de acolhimento da realidade das trabalhadoras.
O STIMEIC reforça que combater a violência contra a mulher também é uma luta sindical. Defender as trabalhadoras é lutar por respeito, segurança, dignidade e pelo direito de viver e trabalhar sem medo.

